Volume 2 - Número 3 - Julho de 2008 ISSN: 1981 - 7509
Nihil existit, ex cuius natura aliquis effectus non sequatur (Ética, I, Prop. 36)
Benedictus de Spinoza
Neste primeiro número de 2008 de nossa Revista Conatus - Filosofia de Spinoza, estamos publicando três artigos e uma tradução produzidos por membros do GT Benedictus de Spinoza. Além destes, estamos publicamos sete outras contribuições de colegas de outros estados brasileiros, sendo cinco de São Paulo, um de Sergipe e um da Paraíba. Por fim, numa manifestação do universalismo de nosso autor, publicamos duas colaborações de colegas pesquisadores do exterior, mais precisamente da Argentina e da Escócia.
Os artigos foram dispostos em ordem alfabética pelo primeiro nome do autor. Assim, iniciamos este número com um texto do professor Alex Leite(UESB), acerca da imaginação projetiva em Spinoza, no qual analisa o artigo L’importance du mécanisme de projection imaginatif au sein de la démarche éthique spinozienne de Andrea Zaninetti publicado em Quebec (Canadá).
No segundo artigo, André Menezes Rocha (FFLCH/USP), examina a questão do político numa passagem do capítulo 17 do Tratado Teológico-Político de Espinosa.
A seguir, no terceiro artigo, Daniel Santos da Silva (FFLCH/USP), afirma em seu artigo a inseparabilidade entre o desejo humano e a criação cultural, pois o homem é quem produz a cultura e este é desejo para Spinoza.
No artigo seguinte, Ezequiel Ipar (UBA-Argentina), apresenta-nos a outra discussão de Hegel com Spinoza: a Ontologia e a Estética.
Por sua vez, Fabio PereiraSoma(UNESP), expõe o conceito de Democracia de Espinosa e de Rousseau.
Na seqüência, nosso colega de São Paulo, Homero Santiago (USP), traduz e comenta a poesia-dedicatória dos Princípios de Filosofia cartesiana (PPC).
Da Escócia, Laura Angelina Delgado, envia-nos sua análise de dois problemas no argumento de Spinoza para o monismo substância.
Marcio Gimenes de Paula (UFS) analisa a figura de Adão no pensamento de Espinosa e no pensamento de Kierkegaard, notadamente nas suas obras Tratado Teológico-Político e O Conceito de Angústia.
A seguir, Mariana Cecília de Gainza (USP), analisa as conseqüências da forma com que Espinosa e Leibniz pensam o mundo e a realidade dos seres finitos, considerada a partir da maneira divergente com que estes dois autores constroem o conceito de Deus.
Mauricio Rocha (UERJ) desenvolve em seu artigo “brevíssimas variações” sobre a grandeidentidade entre Spinoza e Nietzsche.
Continuando nosso número, Sérgio Luis Persch (UFPB), confronta Descartes e Espinosa acerca do lugar que cada um reserva à admiração, a partir das obras Paixões da alma e da Ética (parte III).
Encerramos este número com a tradução do prefácio ao De Tribus Impostoribus (1700) de Sebastian Kortholt, realizada por Emanuel Angelo da RochaFragoso (UECE) e FloraBezerra da rochaFragoso (UECE).
Aproveitamos a oportunidade para reiterar o convite a todos aqueles que se interessam pelo filósofo holandês, ou pelos temas por ele abordados, para enviar seus textos para serem publicados em nossa revista.