Volume 3 - Número 5 - Julho de 2009 e-ISSN: 1981 - 7509
Cognitio boni et mali nihil aliud est, quam laetitiae vel tristitiae affectus, quatenus eius sumus conscii. Benedictus de Spinoza
Neste primeiro número de 2009 de nossa Revista Conatus - Filosofia de Spinoza, estamos publicando dois artigos produzidos por colegas do exterior – mais precisamente da Argentina e de Portugal –, três traduções e sete artigos oriundos dos estados brasileiros do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. Como de hábito, os artigos foram dispostos em ordem alfabética pelo primeiro nome do autor.
Assim, iniciamos este número com um texto de André Campos, de Portugal, que nos traz uma análise da evolução conceitual de Spinoza, ou uma “endoreconstrução do contrato”.
No segundo artigo, André Menezes Rocha (FFLCH/USP), apresenta um estudo das categorias da transindividualidade que Etienne Balibar utiliza como “esquema” para a elaboração da ciência intuitiva da sociedade e da política, juntamente com as categorias da temporalidade plural de Vittorio Morfino.
A seguir, no terceiro artigo, Daniel Camparo Avila, de São Paulo, expõe algumas ideias, formuladas por Benedictus de Espinosa e Wilhelm Reich, a respeito do papel do medo na constituição e manutenção do poder do Estado.
No artigo seguinte, Diego Tatián (UNC-Argentina), apresenta-nos uma análise sobre a paz, pensada no sentido spinozista.
Por sua vez, Íris Fátima da Silva, do Rio Grande do Norte, se propõe a examinar a prova da existência de Deus em Benedictus Spinoza indagando a partir da definição de “causa sui” onde Spinoza concebe a natureza como existente, uma existência que está contida na essência.
Na sequência, nosso colega de Santa Catarina, Leon Farhi Neto, discute a proposta spinozista de uma conjunção teológico-política, a partir de sua análise do Tractatus theologico-politicus.
Marcos Ferreira de Paula, (USP) analisa o conceito de felicidade em Leibniz e Espinosa e a repercussão destas em suas respectivas e diferentes concepções metafísicas.
Mauricio Rocha (UERJ), por sua vez, vai analisar a questão do infinito, apresentando-nos a posição do problema, a partir de uma leitura da Carta 12.
A seguir, Nastassja Saramago de Araujo pugliese, apresenta o seu trabalho sobre as relações entre Spinoza e a Escolástica no âmbito da discussão entre nominalistas e realistas.
Nossa primeira tradução deste número é a biografia intitulada A Vida e o Espírito do Senhor Benoit de Spinosa, supostamente escrita pelo seu discípulo Lucas, realizada por Emanuel Angelo da Rocha Fragoso (UECE-Ceará).
Na sequência, Homero Santiago, nosso colega e colaborador assíduo de São Paulo, dá continuidade à sua tradução dos Princípios da Filosofia cartesiana, de Bento de Espinosa, trazendo-nos neste número os axiomas 4 a 11 e as proposições 5 a 8 da primeira parte.
Encerramos este número com a tradução de um extrato do Dicionário Histórico e Crítico, de Pierre Bayle, intitulado Esclarecimento, realizada pelo colega da Bahia, Marcelo de Sant’Anna Alves Primo.
Aproveitamos a oportunidade para reiterar o convite a todos aqueles que se interessam pelo filósofo holandês, ou pelos temas por ele abordados, para enviar seus textos para serem publicados em nossa revista, lembrando que os mesmos devem ser adequados às novas regras da ortografia para a língua portuguesa.