Volume 3 - Número 6 - Dezembro de 2009 e-ISSN: 1981 - 7509
Humilitas virtus non est, sive ex ratione non oritur
Benedictus de Spinoza
Neste segundo número de 2009 de nossa Revista Conatus - Filosofia de Spinoza, estamos publicando dois artigos produzidos por membros do GT Benedictus de Spinoza, um do Ceará e outro da Paraíba. Além destes, publicamos um artigo oriundo do Reino Unido, dois artigos oriundos do Rio de Janeiro, um de Brasília, um de São Paulo e uma tradução vinda do Paraná.
Também estamos publicando neste número, a tradução de um artigo até então inédito em português, da autora inglesa Margareth Gullan-Whur, sobre a conhecida passagem do Tratado Político em que Spinoza aparentemente julga as mulheres como inferiores aos homens.
Como de hábito, os artigos foram dispostos em ordem alfabética pelo primeiro nome do autor. Assim, iniciamos nosso número com o artigo de Alex Guilherme do Department of Philosophy da University of Durham, do Reino Unido, acerca da interpretação de Spinoza por Pierre Bayle.
No segundo artigo, Bernardo B. Barata Ribeiro, doutorando em ciência política pelo Iuperj, analisa a relação entre Maquiavel e Spinoza à luz de uma perspectiva naturalista, em que se manifesta um ideal de inteligibilidade absoluta da política.
A seguir, no terceiro artigo, Daniel Nogueira, propõe uma reavaliação da perspectiva spinozista da infância como uma fase de tristeza e miséria.
A seguir, José Soares das Chagas, partindo do princípio de que a obra de Spinoza está toda fundada na pressuposição da ordem imanentista da realidade, analisa as repercussões da postulação spinozista de uma única substância, Deus sive nature, que, sendo causa sui, produz todas as coisas ao se autoproduzir.
No artigo seguinte, Rochelle Cysne Frota D’Abreu, de Brasília, investiga se Espinosa é uma boa referência para desenvolvermos uma filosofia ambiental.
Por sua vez, Rodrigo Travitzki, analisa as divergências e convergências entre Espinosa e Bergson, levantando a hipótese de que o conceito de duração em Bergson tenha origem em Espinosa.
Na sequência, nosso colega da Paríba, Sérgio Luís Persch, analisa o modelo de raciocínio empregado por Espinosa em sua obra Pensamentos Metafísicos.
Nossa primeira tradução deste número vem do Paraná, produzida por Cleiton Zóia Münchow, que traduziu as cartas em que Nicolas Malebranche responde ao então jovem filósofo Dortous de Mairan, sobre os questionamentos deste acerca do pensamento de Espinosa.
Encerramos este número com a já citada tradução do artigo de Margareth Gullan-Whur, realizada pela nossa colega da UECE, Antonia Dilamar Araújoe pela bolsista IC-FUNCAP, Marsana Kessy, com revisão técnica de Emanuel Angelo da Rocha Fragoso.
Aproveitamos a oportunidade para nos desculparmos pelo atraso na publicação deste número, devido a fatores inteiramente alheios à nossa vontade.
Aproveitamos também para reiterar o convite a todos aqueles que se interessam pelo filósofo holandês, ou pelos temas por ele abordados, para que nos enviem seus textos para possível publicação em nossa revista, lembrando que os mesmos devem estar adequados às regras de publicação de nossa revista e também às novas regras da ortografia para a língua portuguesa.