Volume 4 - Número 7 - Julho de 2010 e-ISSN: 1981 - 7509
Homo liber nunquam dolo malo, sed semper cum fide agit.
Benedictus de Spinoza
Neste primeiro número do ano de 2010 de nossa Revista Conatus- Filosofia de Spinoza estamos publicando quatro artigos produzidos por membros do GT Benedictus de Spinoza, sendo dois da Bahia, um de Portugal e o outro do Rio de Janeiro. Além destes quatro, publicamos um artigo oriundo da França, um do México e três da Argentina.
Como de hábito, os artigos foram dispostos em ordem alfabética pelo primeiro nome do autor. Assim, iniciamos nosso número com o artigo de Alex Leite, professor do UESB (Bahia) e doutorando em Filosofia no Rio de Janeiro (IFCS-UFRJ), que, a partir da consideração do TIE como uma obra spinozista de transição, vai abordar a presença desta no TIE.
No segundo artigo, Eric Pommier, professor de Filosofia no Lycée Champlain de Chennevières-sur-Marne, nas cercanias de Paris (França), analisa a phénoménologie de la vie de Hans Jonas em debate com a concepção spinozista de organisme, justificando a “confrontação” entre estes dois pensadores pelo fato de a filosofia de Spinoza fazer parte daquelas que Jonas discute mais diretamente em sua obra.
A seguir, no terceiro artigo, Juliana Merçon, apresenta-nos como Spinoza e Nietzsche, em repúdio à nefasta celebração da vida como martírio, mostram-nos que a criação de um viver como pura afirmação reside no entendimento ativo de que tudo o que há é fruto da necessidade. E, o Amor fati e amor dei são ambos antídotos contra a pena, a vingança e o ressentimento estéril – são formas de vida rara e dificilmente conquistadas por aqueles que afirmam-se em potência e liberdade.
A seguir, Maria Luisa Ribeiro Ferreira, de Portugal, apresenta-nos os “encontros e desencontros” de dois filósofos “judeus”: Simone Weil e Espinosa.
No artigo seguinte, Mario A. Narváez, da Universidad Nacional de la Plata (Argentina), analisa os elementos da concepção da linguagem em Spinoza, examinando alguns problemas e possíveis respostas.
Por sua vez, Mauricio Rocha, da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (Rio de Janeiro), partindo da relação entre o corpo e o cadáver, apresenta-nos a patética cartesiana.
Na sequência, nosso colega da Bahia, Roberto Leon Ponczek, expõe uma “proposta de educação spinozista” a partir da definição de Spinoza de causas adequadas e inadequadas.
Por sua vez, Sebastián Torres, nosso colega de Córdoba (Argentina), analisa a presença de Maquiavel no Tratado Político (TP) de Spinoza.
Encerramos este número com o artigo de Verónica Hendel (Argentina), sobre o absurdo, o vácuo, a natureza e a verdade na correspondência de Spinoza e Oldenburg.
Aproveitamos a oportunidade para nos desculparmos pelo grande atraso ocorrido na publicação deste número, devido a fatores inteiramente alheios à nossa vontade.
Aproveitamos também para reiterar o convite a todos aqueles que se interessam pelo filósofo holandês, ou pelos temas por ele abordados, para que nos enviem seus textos para possível publicação em nossa revista, lembrando que os mesmos devem estar adequados às regras de publicação de nossa revista e também às novas regras da ortografia para a língua portuguesa.