Volume 4 - Número 8 - Dezembro de 2010 e-ISSN: 1981 - 7509
Nihil existit, ex cujus natura aliquis effectus non sequatur. Benedictus de Spinoza
Neste segundo número do ano de 2010 de nossa Revista Conatus - Filosofia de Spinoza, estamos publicando nove artigos e uma tradução, sendo quatro artigos internacionais (um da Argentina, um da França, um de Portugal e um dos Estados Unidos) e cinco nacionais (um do Rio de Janeiro, três de São Paulo e um do Ceará).
Como de hábito, os artigos foram dispostos em ordem alfabética pelo primeiro nome do autor. Assim, iniciamos nosso número com o artigo de Cecilia Abdo Ferez, pesquisadora assistente do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas - CONICET e do Instituto de Investigaciones “Gino Germani”, além de professora da Universidad de Buenos Aires - UBA e do Instituto Universitario Nacional de Arte - IUNA. Em seu artigo, a professora propõe analisar a imaginação na filosofia de Spinoza, tomando-a como um processo de absolutização de uma “perspectiva” individual.
No segundo artigo, Daniel Nogueira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, com o intuito de introduzir novas abordagens sobre a questão da Arte em Spinoza, visa mostrar que que a imaginação não é necessariamente falsa e que as imagens podem, pelo contrário, auxiliar no caminho ético em direção à beatitude.
A seguir, no terceiro artigo, Edward Andrew Greetis, da San Diego State University (Estados Unidos), argumenta contra Martin Lin e Jonathan Bennett sobre a contestação da rejeição de Spinoza à teleologia, .
A seguir, Ericka Marie Itokazu, de São Paulo, apresenta-nos a “última tentação” do paralelismo na interpretação da filosofia de Espinosa.
Fernando Dias Andrade, também de São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo-UNIFESP, demonstra a impossibilidade da violência na Democracia de Espinosa.
Por sua vez, Homero Santiago, da Universidade de São Paulo - USP, trata da questão do possível no espinosismo e suas implicações em Antonio Negri.
No artigo a seguir, Kleber Amora, da Universidade Federal do Ceará - UFC, apresenta-nos algumas críticas de Schelling a Spinoza, ainda que a Ontologia deste tenha exercido uma grande influência sobre o pensamento de Schelling.
Da França, Laurent Bove nos envia seu trabalho no qual interroga a possibilidade de esclarecer uma perspectiva política, materialista e revolucionária do Cristo, a partir da análise do TTP e de algumas das Cartas de Spinoza.
A seguir, Maria Luisa Ribeiro Ferreira, de Portugal, a partir da imagem “Deus sive Natura”, considerada como a marca de Espinosa, analisa os conceitos fundamentais da sua Ética que decorrem desta identificação.
Encerramos este número com a tradução de Emanuel Angelo da Rocha Fragoso e Flora Bezerra da Rocha Fragoso, da Universidade Estadual do Ceará - UECE, da Carta XVIII, datada de 12 de dezembro de 1664, escrita por Blijenbergh a Spinoza. Esta carta inaugura a sequência de oito trocadas entre eles, sequência esta denominadaa por Gilles Deleuze de “Cartas do Mal”, seja pela temática tratada, ou ainda, pela intenção de Blijenbergh ao escrever a Spinoza.
Mais uma vez sentimo-nos na obrigação de desculparmo-nos com nossos leitores e colaboradores pelo atraso na publicação deste número, devido a fatores totalmente alheios a nossa vontade.
Aproveitamos para reiterar o convite a todos aqueles que se interessam pelo filósofo holandês, ou pelos temas por ele abordados, para que nos enviem seus textos para possível publicação em nossa revista, lembrando que os mesmos devem estar adequados às regras de publicação de nossa revista e também às novas regras da ortografia para a língua portuguesa.