Gilles Deleuze (Tradução de Emanuel Angelo da Rocha Fragoso, Francisca Evilene Barbosa de Castro, Hélio Rebello Cardoso Júnior e Jefferson Alves de Aquino)
Prefácio (Extrato)
As traduções dos textos de Gilles Deleuze foram primeiramente realizadas no Brasil do que em muitos países da Europa e dos Estados Unidos, para não dizer da Ásia e África. É bom ressaltar este ponto, uma vez que o seu pensamento é dito geofilosofia. Todavia, a tradução dos seus cursos, ministrados sobre Spinoza em Vincennes, requer que seja dito muito mais. Nietzsche já dissera, no parágrafo 12 da Terceira Dissertação da Genealogia da Moral, que quantos mais afetos possuirmos sobre uma coisa, mais próximos estaremos dela e de sua objetividade, sendo um sinal de fortalecimento, do intelecto, possuir cada vez mais olhos diferentes. A razão, diz este pensador, se fortalece quando nos encontramos com a diferença.
Deleuze, por várias vezes, se pronunciou a respeito de Spinoza, inclusive dizendo que o carregava em seu coração. Mas, este pensador frágil, que sofreu injúrias de toda à parte, não teria justamente nos ensinado a ter mais cuidado com a razão? Não teria sido ele, o primeiro, antes de Nietzsche, a pedir explicações diferentes sobre a constituição e funcionamento do corpo humano? A nossa ligação com Spinoza, se dá por motivos históricos; nós, enquanto brasileiros, temos uma relação muito forte com Portugal e Espanha. A família de Spinoza, sendo constituída por cristãos novos, certamente possui traços afetivos conosco, muitos brasileiros descendentes de portugueses, degredados ou não, trazem traços espinozanos. [...] Luiz Manoel Lopes (UFC-Cariri)
ISBN: 978-85-87-203-67-0 Ano: 2009 Editora: EdUECE (Editora da Universidade Estadual do Ceará)
Não se pode verdadeiramente conceber nenhum atributo de uma substância do qual se siga que tal substância pode ser dividida. (E1P12)
Tratado Político
Benedictus de Spinoza (Tradução de Diogo Pires Aurélio)
Precedido de uma introdução do tradutor, Diogo Pires Aurélio, esta é a mais recente tradução para a língua portuguesa do Tractatus Politicus de Benedictus de Spinoza. Foi traduzida diretamente do Latim, da edição estabelecida por Carl Gebhardt, publicada em 1924. Diogo Pires é também o tradutor do Tratado Teológico-Político de Spinoza, publicado em Portugal e no Brasil.
ISBN: 978-989-644-016-9 Ano: 2009 Editora: Círculo de Leitores (Portugal)
Toda substância é necessariamente infinita. (E1P8)
Deus ou Seja a Natureza – Spinoza e os novos paradigmas da Física
Roberto Leon Ponczek
Deus ou seja a natureza: Spinoza e os novos paradigmas da Física, livro do Professor Roberto Leon Ponczek, descreve a imensa influência que o filósofo judeu de origem portuguesa Baruch Spinoza exerceu sobre Albert Einstein. Dividido em quatro partes (1) A filosofia de Spinoza e suas consequências para a Física; (2) Spinoza e Einstein e suas afinidades positivas: a teoria da relatividade; (3) Spinoza e Einstein e suas afinidades negativas: a teoria quântica; e (4) Uma pedagogia filosofante da Física, a obra apresenta uma pequena biografia, a filosofia e as teorias de Spinoza, além de reflexões históricas, pedagógicas e conceituais sobre o tema, constituindo uma revisão propositiva da Física e da Filosofia.
ISBN: 978-85-232-0608-6 Ano: 2009 Editora: EDUFBA (Editora da Universidade Federal da Bahia)
Cada coisa tem realidade ou ser proporcionalmente ao número de atributos que lhe pertencem. (E1P9)
Spinoza: Cuarto Coloquio
Compilado por Diego Tatián
Presentación
El presente volumen recoge los textos leídos en el cuarto encuentro de investigadores sobre la obra de Baruch Spinoza, llevado a cabo en Vaquerías (Córdoba) entre el 24 y el 27 de octubre de 2007, y testimonia la consolidación de un grupo de trabajo y discusión constituido por estudiosos de Universidades argentinas y brasileñas, así como también invitados de México, Chile, Holanda y Turquía. Como en los tres volúmenes anteriores – que junto a este forman un creciente archivo de trabajos en lengua española y portuguesa -, se trata por lo general de intervenciones breves que prácticamente recorren el completo arco de las temáticas spinozistas más clásicas como la política, la religión, la ontología – así como también su confrontación con la estética y la ciencia contemporáneas, y la inagotable fecundidad de su recepición constante desde el siglo XVII hasta nuestros días.
Cada um dos atributos de uma mesma substância deve ser concebido por si. (E1P10)
Spinoza: Quinto Coloquio
Compilado por Diego Tatián
Nota de presentación
El Quinto Coloquio Internacional Spinoza de vaquerías cuyos trabajos recoge este volumen, tuvo lugar entre los días 28 y 31 de octubre de 2008 y, como en otras ocasiones, contó con la presencia de investigadores y estudiantes de Argentina, Brasil, Chile, Turquía, holanda, Colombia. Al igual que en los anteriores, la temática abierta del encuentro concitó trabajos que abordaron diversos aspectos de la obra de Spinoza, según puede comprobar-se con el recorrido por el índice del libro – que se añade a otros cuatro, con los cuales forma un creciente archivo de trabajos en lengua española y portuguesa, un curso continuo y persistente de contribuciones sobre el filósofo de Amsterdam.
Deus, isto é, a substância constituída por uma infinidade de atributos, cada um dos quais exprime a essência eterna e infinita, existe necessariamente. (E1P11)
Iluminismo Radical - A Filosofia e a Construçao da Modernidade 1650-1750
Jonathan I. Israel (Tradução de Claudio Blanc)
Sinopse fornecida pelo distribuidor
O Iluminismo Radical foi um conjunto revolucionário de ideias que ajudaram a estabelecer as fundações do mundo moderno sobre as bases da igualdade, da democracia, dos valores seculares e da universalidade. Nesse estudo, Jonathan I. Israel revela o papel essencial de Espinosa e a influência do movimento filosófico internacional conhecido antes de 1759 como Espinosismo nas revoluções intelectuais e políticas do século XVIII. O objetivo principal do autor é transmitir o sentido do Iluminismo europeu como um único movimento bem integrado intelectual e culturalmente.
ISBN: 978-85370043-26 Ano: 2009 Editora: Madras
O conhecimento do mal é um conhecimento inadequado.(E4P64)
Hegel o Spinoza
Pierre Macherey (Tradução de Maria Del Carmen Rodríguez)
Presentación del autor
Pierre Macherey fue profesor en la Universidad París I Panteón-Sorbonne y actualmente enseña filosofía en la Universidad de Lille. Durante los años setenta fue uno de los principales animadores de las corrientes que intentaron renovar el marxismo, junto a Louis Althusser, Jacques Ranciere, Etienne Balibar y otros. Con ellos publicó el conocido volumen colectivo Para leer el Capital I (París 1965, Buenos Aires). Su investigación ha abordado la relación entre filosofía y literatura, desde su temprano libro Pour une théorie de la production littéraire (1966) hasta ¿En qué piensa la literatura? (París 1990, Bogotá 2003). También dedicó estudios a diferentes filósofos: Comte, la philosophie et les sciences (París, 1989) y junto a Jean-Pierre Lefebvre, Hegel et la societé, París, 1985. Pero es su monumental trabajo de rescate de la obra de Spinoza lo que ha distinguido su filosofía. Además del presente texto originalmente publicado en 1979, Macherey ha escrito Avec Spinoza: études sur la doctrine et l´histoire du spinozisme (París, 1982) y una Introduction a l´Ethique de Spinoza desplegada en cinco tomos publicados entre 1994 y 2001.
A potência de Deus é a sua própria essência. (E1P34)
A vida e o espírito de Baruch de Espinosa - Tratado dos Trêsimpostores
Anônimo clandestino do século XVIII
Apresentação
Trata-se da primeira tradução para o português daquela que é provavelmente a primeira biografia de Benedictus de Spinoza, usualmente atribuída ao médico Lucas. A respeito desta biografia, Abraham Wolf, após análise das evidências internas, escreve que Lucas começou a escrevê-la logo após a morte de Spinoza em 1677, e a terminou ou em 1678 ou no máximo em 1688. Quanto ao seu início, o próprio título nos indica: La Vie de feu Monsieur de Spinoza.
Entretanto, esta biografia não foi publicada antes de 1719. Foi publicada em duas formas neste ano: como um artigo, na revista Nouvelles Litteraires, volume X, p. 40-74; como um volume independente junto com o L’Esprit de Spinosa. O artigo leva o nome de La Vie de Spinosa, o volume La Vie et l’Esprit de Mr. Benoit de Spinosa. Ambos eram anônimos e não tinham o nome do editor e nem o local da publicação. Mas, era sabido que foi publicado em Amsterdam por Charles Le Vier. Devido ao ataque ao cristianismo contido no L’Esprit de Spinosa, que provocou forte consternação, a edição foi rapidamente suprimida e somente algumas cópias escaparam da destruição. (Cf. WOLF, A. The Oldest Biography of Spinoza. Washington, N. Y., London: Kennikat Press, 1927).
Tudo o que concebemos estar no poder de Deus, existe necessariamente. (E1P35)
Ética demostrada según el orden geometrico - Baruj Spinoza
Tradução de Atilano Domínguez
Presentación
La «Ética» de Spinoza es una de las obras cumbre del pensamiento filosófico y constituye, con la de Aristóteles y la de Kant, uno de los modelos clásicos de la doctrina moral. Su novedad consiste en que no la recluye en el ámbito subjetivo de las intenciones, como es tan frecuente desde Hume, sino que la inserta en todo el sistema de la filosofía y la deduce, además, con el rigor del método geométrico. Del poder originario de la 'Natura naturans' surge el hombre como deseo y tensión entre imaginación y razón, pasión y acción, esclavitud y libertad. Lo más admirable de ese proceso no es tanto la multiplicidad de perfiles que manifiesta, sino la unidad interna que lo empuja y orienta hacia su objetivo final, que no es otro que la plenitud del 'conatus', es decir, la libertad y la felicidad, la fortaleza y la generosidad, al 'amor intellectualis Dei'. Y es que el arduo cristal de la «Ética», labrado con la delicada geometría de la palabra, sin metáforas ni mitos, del que hablara Borges, es el poder mismo de la vida. Descubrir bajo las duras aristas y los fríos destellos de ese cristal la filosofía de Spinoza como meditación, canto y goce de la vida, es la tarea que su texto espera de lectores inteligentes y entusiastas, como lo fueran Hegel, Goethe y Unamuno. Quien así lo lea, comprobará que el hombre libre de Spinoza está animado, a la vez, por el amor a la vida postulado por la moral kantiana. «Y, si el camino que he demostrado que conduce aquí parece sumamente difícil, puede, no obstante, ser hallado. Difícil sin duda tiene que ser lo que tan rara vez se halla. Pues, ¿cómo podría suceder que, si la salvación estuviera al alcance de la mano y pudiera ser encontrada sin gran esfuerzo, fuera por casi todos despreciada? Pero todo lo excelso es tan difícil como raro».
La versión castellana aquí ofrecida busca conciliar la fidelidad al sentido con la corrección del estilo. Aunque está hecha sobre el texto latino de C. Gebhardt, ha tenido en cuenta la 'editio princeps', cuya paginación va impresa al margen, así como la crítica textual posterior. Aparte de una introducción histórica, un esquema personal de la estructura de la obra y una bibliografía básica, lleva una serie de notas explicativas o de textos paralelos, tanto de Spinoza como de autores clásicos. A ello añade un amplio índice analítico, el primero en nuestro idioma, y un índice de las referencias que hace el mismo Spinoza a su texto y que, gracias a una nueva nomenclatura, se ha podido informatizar aquí por primera vez.
Nada existe de cuja natureza não se siga algum efeito. (E1P36)
Spinoza: CincoEnsaios
Por Renan, Delbos, Chartier, Brunschvicg, Boutroux.
Organizado por Emanuel Angelo da Rocha Fragoso
Apresentação
Spinoza comove, alerta, afeta. Pensador ímpar, nunca o pensamento filosófico emanou tanta inquietação e força como através desse filósofo que é um verdadeiro marco do ápice da Idade Clássica. Apesar de tão distante no tempo e no espaço, o sucesso alcançado por Benedictus de Spinoza na atualidade é notável, podendo ser comparado apenas a Nietzsche. A disseminação dos problemas levantados por Spinoza somente chegou a níveis mundiais em nosso século, sobretudo nas últimas décadas, numa espiral cada vez maior; tal influência no pensamento atual, todavia, não é apenas expressão do caráter inovador de suas reflexões. Spinoza pode ser lido em todas as latitudes, longitudes, ideologias e convicções, incitando constantemente a uma ação – livre – devida a uma ontologia absolutamente inovadora e imanente. A seleção dos cinco textos sobre o pensamento de Spinoza realizada por Emanuel Angelo da Rocha Fragoso, especialista em Filosofia Moderna (e em Spinoza, de maneira particular) é extremamente criteriosa e oportuna: reúne ensaios de autores e especialistas no pensador holandês distantes entre si no tempo e no espaço, trazendo contribuições aos estudiosos e interessados sem precedentes e sobre importantes aspectos do pensamento e da vida daquele que é – para muitos – o mais importante filósofo do século XVII. Essa coletânea de textos sobre Spinoza é um presente – real – para a comunidade dos leitores de Filosofia no Brasil.
Guilherme Castelo Branco (UFRJ)
ISBN: 85-7216-407-3 Ano: 2004 Editora: EDUEL (Editora da Universidade Estadual de Londrina)
O esforçopeloqualcadacoisa se esforça a perseverar no seusernão é senão a essênciaatual desta coisa. (E3P7)
Do Erro
Victor Brochard
Tradução de Emanuel Angelo da Rocha Fragoso e Jean-Marie Breton
Apresentação
Livro de autoria de Victor Brochard (1848-1907), no qual é abordada a questão do erro e, por extensão, da verdade, conceituando-os através da analise das obras de 3 filósofos: Platão, Descartes e Spinoza. A tradução da tese de Victor Brochard pode ser justificada sob dois aspectos, ainda que parcialmente. Quanto ao primeiro: embora já exista uma tradução em português publicada em Portugal em 1971, mas pouco difundida entre nós. Quanto ao segundo: ainda que restrito a um segmento mais especializado da sociedade pela temática tratada, bem como pelos autores abordados, a temática se insere num universo filosófico dos mais atuais e relevantes, seja pelo tema em si – o erro e a verdade, sempre contemporâneos –, seja pelos autores abordados, considerados grandes clássicos da Filosofia.
ISBN: 85-88544-08-3 Ano: 2006 Editora: EdUECE (Editora da Universidade Estadual do Ceará)
IV. O conhecimento do efeito depende do conhecimento da causa, e envolve-o. (E1Ax4)
Spinoza: Segundo Coloquio
Compilado por Diego Tatián
Presentación
Los textos que componen el presente volumen corresponden a los trabajos presentados durante el Segundo Coloquio Spinoza organizado por el Círculo spinociano de la Argentina, que tuvo lugar en la Universidad Nacional de Córdoba los días 20 y 21 de octubre de 2005. En esta ocasión, además de participantes de diversas universidades argentinas, el encuentro contó con la presencia de investigadores brasileños Del grupo de Estudos Espinosanos de la Universidad de San Pablo, así como también de la Universidad de Ceará y de la Universidad Galatasaray de Turquía. Como podrá advertir el lector al recorrer las páginas Del libro, el pensamiento de Spinoza es objeto de abordajes múltiples que se extienden desde su inscripción en la historia de la filosofía hasta su recepción contemporánea; desde la ética hasta la ontología; desde la religión hasta la teoría epistémica y la filosofía de las pasiones – en fin, podrán encontrar-se aquí considerados los grandes motivos filosóficos que han impulsado a la actual reflexión spinozista acerca Del hombre, la historia, la emancipación, la libertad y la felicidad.
TATIÁN, Diego (Comp.). Círculo Spinociano de la Argentina - Spinoza: Segundo Coloquio. Córdoba - Argentina: Altamira, p. 7, 2006.
V. Coisas que nada tenham de comum entre si também não podem ser entendidas umas pelas outras; ou, o conceito de uma não envolve o conceito da outra. (E1Ax5)
Spinoza: Primer Coloquio
Compilado por Diego Tatián
Presentación
Los textos que compila este volumen corresponden a las ponencias que fueron leídas en el Primer Coloquio Spinoza, organizado por el Círculo Spinociano de la Argentina y la Escuela de Filosofía de Córdoba en octubre de 2004, y del que participaron profesores, investigadores y estudiantes de diversas universidades argentinas. Como el lector podrá advertir, se trata de escritos que transitan una extensa variedad temática, discutidos con intensidad durante el encuentro, y testimonio del incremento que los estudios sobre Spinoza han obtenido entre nosotros durante los últimos años. El criterio para esta edición ha sido incluir todos los trabajos que participaron en el Coloquio; de esa manera recoge desde presentaciones de estudiantes hasta exposiciones de estudiosos cuya labor sobre el pensamiento de Spinoza ha recibido reconocimiento internacional. Ojalá que además de presentar un conjunto de trabajos estas páginas trasunten también algo del espíritu de fraternidad que acompañó su discusión durante los días del encuentro.
TATIÁN, Diego. (Comp.). Círculo Spinociano de la Argentina - Spinoza: Primer Coloquio. Córdoba - Argentina: Altamira, p. 7, 2005.
O esforçopeloqualcadacoisa se esforça a perseverar no seusernão envolve tempofinito, masumtempoindefinido. (E3P8)
Les Lumières Radicales
La philosophie, Spinoza et la naissance de la modernité - 1650-1750
Jonathan I. Israel (Traduction de Pauline Hugues, Charlotte Nordmann et Jérôme Rosanvallon)
Présentation
Dans ce livre, à la fois synthèse encyclopédique et programme de recherche novateur, qui a suscité de nombreux débats lors de sa publication en anglais, Jonathan Israel propose une révision profonde de notre compréhension des Lumières et de la modernité : il nous invite tout d'abord à considérer comme un ensemble la période qui va de l'âge d'or du rationalisme classique (Descartes, Locke, Leibniz, Spinoza) au Siècle des Lumières (Vico, Voltaire, Diderot, Rousseau), à ne pas limiter notre regard à la France et à l'Angleterre, autrement dit aux deux pays qui se disputent habituellement le rôle de centre géographique et historique des Lumières, mais à l'étendre à toute l'Europe, et à ne pas nous en tenir aux grandes figures qui peuplent le plus souvent le panthéon des manuels d'histoire et de philosophie ; surtout, il analyse les effets de l'onde de choc durable provoquée en Europe par l'œuvre de Spinoza: pour Israel, pendant un siècle et demi, l'Europe a été travaillée en profondeur par le spectre du spinozisme. Ainsi, les Lumières apparaissent non plus comme un bloc relativement homogène, mais comme le lieu d'une opposition entre trois pôles: celui des Lumières radicales, fidèles à l'impulsion donnée par l'œuvre de Spinoza ; celui des Lumières "modérées", qui s'effraient des audaces des spinozistes et cherchent à passer des compromis avec les pouvoirs en place ; et le pôle conservateur, qui défend l'ordre ancien, mais ne peut cependant pas ignorer ses adversaires. L'alliance entre ces deux derniers pôles, le soutien qu'ils reçurent du pouvoir étatique, la censure et la répression dont les Lumières radicales furent par conséquent victimes, mais aussi le caractère encore trop souvent étroitement national de la recherche historique, expliquent, selon Jonathan Israel, que l'importance et l'impact de celles-ci aient été largement sous-estimés par les historiens de la modernité et des Lumières jusqu'à nos jours. Jonathan Israel opère donc un déplacement chronologique et géographique par rapport à l'historiographie courante des Lumières. D'une part, les Pays-Bas du Siècle d'or, mais aussi l'Allemagne ou l'Italie, ou encore la Scandinavie, sont pour lui des lieux essentiels de la géographie fondamentalement européenne des Lumières ; d'autre part, le moment décisif de leur développement est situé bien en amont de l'époque qui vit Voltaire acquérir une renommée internationale: d'abord, de 1650 à 1680 environ, lors d'une période de crise provoquée par la diffusion du cartésianisme et de la "nouvelle philosophie", puis, de 1680 à 1750, avec les "premières Lumières". Pour Israel, en 1750 tout est pour ainsi dire déjà joué: les Lumières classiques ne feront que prolonger l'œuvre de leurs devancières. Enfin, Jonathan Israel met l'accent dans Les Lumières radicales sur l'impact inouï que la philosophie, auparavant simple "servante de la théologie", a acquis pendant la période considérée: pour lui, elle a été alors véritablement l'un des moteurs de l'histoire, l'un des facteurs essentiels de la transformation de la culture et des sociétés européennes. Le "spinozisme" notamment, cette constellation transeuropéenne de penseurs radicaux, a contribué de façon décisive, par son travail de sape des autorités établies, à définir de manière polémique la modernité qui est encore la nôtre. C'est donc une histoire alternative des origines de l'Europe contemporaine que nous donne à lire Jonathan Israel.
ISBN: 2915547122 Ano: 2005 Editora: Amsterdam
Uma ideia verdadeira deve concordar com o objeto (ideatum) de que é ideia. (E1Ax6)
CD-Rom Opera Omniade Baruch Spinoza
A cura di Roberto Bombacigno
Conteúdo do CD
1. Korte Schetz der Verhandeling van Benedictus de Spinoza, over God; den Mensch, en deszelfs Welstand. 2. Renati Des Cartes principiorum philosophiae pars i. & ii. Cogitata metaphysica Renati Des Cartes principiorum philosophiae Pars I, & II, More Geometrico demonstratae per Benedictum de Spinoza Amstelodamensem. 3. Tractatus de intellectus emendatione 4. Ethica ordine geometrico demonstrata 5. Tractatus theologico-politicus 6. Tractatus Politicus 7. Epistolae 8. Stelkonstige reeckening van den regenboog 9. Reeckening van kanssen vraeg - Stucken 10. Compendium Grammatices Linguae hebraeae (ebraico.pdf - arquivo em pdf comprimido no CD-ROM)
Referências Bibliográficas
Spinoza, Opera, im Auftrag der Heidelberger Akademie der Wissenschaften, hrsg. von Carl Gebhardt, Heidelberg, Winter, 1925. Ristampa 1972.
Letter from Spinoza to Lodewijk Meyer, 26 July 1663 (12A), a cura di A.K. Offenberg, in: Speculum Spinozanum 1677-1977, London-Henley-Boston 1977, pp. 426-435.
ISBN 88-87682-06-2 Ano: 2002 Editora: Biblia
A essência de toda coisa que pode ser concebida como não existente, não implica existência. (E1Ax7)
Compendium Grammatices Linguae Hebraeae (Compendio de gramática de la lengua hebrea)
Introdução, tradução e notas de Guadalupe González Diéguez
Este é o livro menos lido de Baruj [Benedictus de] Spinoza, seja em função das dificuldades lingüísticas − foi escrito em Latim e Hebraico −, seja em função do seu conteúdo temático, considerado por muitos como pouco filosófico. No entanto, como bem demonstra a tradutora, Guadalupe González Diéguez, Spinoza era mucho más brillante como filósofo que como filólogo (CG, Introducción, p. 10), donde não ter deixado de refletir em sua obra gramatical aspectos centrais de sua Filosofia. Como bem exemplifica a tradutora, a regularidade da natureza, o Monismo substancial, estão refletidos na CG como uma espécie de monismo lingüístico radical que pretende negar em última instância toda diferença entre as classes de palavras. O Compendium Grammatices Linguae Hebraeae foi preterido por Jarig Jelles na tradução ao holandês da Opera Posthuma (OP) de Spinoza de 1677. Posteriormente só foram feitas três traduções: a de S. Rubin ao hebraico (1905), a de M. J. Bloom, ao inglês (1963) e a de J. Askénazi e J. Askénazi-Gerson, ao francês (1968). Sem dúvida esta tradução ao espanhol possibilitará ao estudante de graduação em Filosofia no Brasil um acesso até então bastante restrito, a este importante texto de Spinoza.
A substância é anterior por natureza às suas afecções. (E1P1)
Ética - Benedictus de Spinoza
Edição bilingüe Latim-Português - Tradução de Tomaz Tadeu
Conforme nos informa nosso colega de Portugal, André Campos, a Ética de Spinoza começou a ser traduzida para português nos anos 40, num trabalho conjunto sob a direção de Joaquim de Carvalho, que apenas traduziu a primeira parte. O livro foi sendo publicado em partes separadas, numa editora antiga que já não existe hoje, a Atlântica, e o primeiro volume, com a tradução da primeira parte por Joaquim de Carvalho, data de 1950. Uns anos depois, já depois da morte deste professor de Coimbra (que morreu aliás no ano em que Lívio Xavier publica a sua tradução) é que a atual EditoraRelógio d'Água decide publicar toda a Ética num só volume, juntando as velhas traduções "atlânticas" das várias partes por vários professores num só volume, que é o que hoje temos difundido. No Brasil, esta é a terceira tradução publicada. A primeira foi a do Lívio Xavier, de 1957; a segunda foi a citada acima, publicada em Portugal pela Relógio D'Água em 1992 e republicada sucessivas vezes aqui pela coleção Os Pensadores. Recentemente, a Editora Martin Claret publicou uma tradução em português da Ética, de Jean Melville. No entanto, dada a semelhança entre esta e a tradução de Joaquim de Carvalho et al, preferimos não considerá-la como uma "nova" tradução. Esta tradução de Tomaz Tadeu corrige a maioria das imperfeições das traduções anteriores, resolve algumas inconsistências, além, obviamente, de ter o mérito adicional de ser bilingüe Latim-Português.
El estudio sobre Spinoza del profesor Peña García supone, ante todo, un inteligente intento de mostrar que la filosofía del ilustre judío holandés de origen español, no es propiamente un panteísmo, ni un espiritualismo de ningún género, del que pudieran beneficiarse misticismos posteriores. Spinoza, que es un ejemplo clásico del desarraigado, pero ligado a otros desarraigados –los judíos hispánicos heterodoxos en el exilio–, no representa en la historia del pensamiento filosófico una simple prolongación del racionalismo cartesiano; en su caso se trata, más bien, de un «materialismo», pero no de la clase que complacería a los dogmáticos que habían de venir tras él, sino de un materialismo crítico: una ontología sin monismos ni corporeísmos metafísicos (en el peor sentido de este último término). También –y ello no es menos interesante– hay en la ontología spinoziana anticipaciones de la temática del «Espíritu Objetivo» hegeliano, tan importante para la constitución del materialismo histórico, al cual preludia así mismo por el uso de procedimientos dialécticos no mencionados.
ISBN: 84-292-4505-7 Ano: 1974 Editora: Revista de Occidente
Se diversas coisas nada têm de comum entre si, uma delas não pode ser causa de outra. (E1P3)
Spinoza: Tercer Coloquio
Compilado por Diego Tatián
Presentación
Este volumen de contribuciones recoge los textos presentados en el Tercer Coloquio Internacional Spinoza, realizado en Córdoba los dias 2, 3 y 4 de noviembre de 2006. Se adjunta así a dos compilaciones anteriores para testimoniar con ellas una pequeña historia de trabajo colectivo, del que han participado investigadores y docentes de universidades argentinas y brasileñas, como asi también colegas y estudiosos de la obra spinociana provenientes de España, Chile, Turquía, Holanda, Francia y México. La rara persistência de este encuentro, que se renueva todos los años com el mismo entusismo, há logrado sostener uma discusión cada vez más intensa y más extensa, que da cuenta de la actualidad que reviste el pensamiento de Spinoza, y de su presencia em los mayores debates filosóficos, políticos y religiosos de nuestro tiempo.
Duas ou mais coisas distintas se distinguem entre si, ou pela diversidade dos atributos das substâncias, ou pela diversidade das afecções destas. (E1P4)
A mente, quer enquanto tem ideias claras e distintas, quer enquanto tem ideias confusas, esforça-se por perseverar no seu ser por uma duração indefinida e tem consciência do seu esforço. (E3P9)