Nesta seção incluiremos nossas traduções de capítulos de livros, artigos, verbetes de dicionários, discursos, resenhas, etc., sobre nosso autor, Benedictus de Spinoza e dos autores relacionados com a discussão de temas spinozistas.
Como primeira tradução, apresentamos o Discurso de Ernest Renan (1823-1892) pronunciado em homenagem a Spinoza, por ocasião do 200º ano de morte do filósofo, quando da inauguração de sua estátua em Haia (Holanda) em 21 de fevereiro de 1877.
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RENAN, Ernest. Spinoza: Discurso pronunciado em Haia em 21 de fevereiro de 1877, porocasião do 200º aniversário de suamorte. In: FRAGOSO, Emanuel Angelo da Rocha (Org.). Spinoza: Cinco ensaios por Renan, Delbos, Chartier, Brunschvicg e Boutroux. Londrina: Eduel, 2004. Cap. 1, p. 1-25. Tradução de Emanuel Angelo da Rocha Fragoso e Olívia Helena Matos.
Uma idéiaque exclui a existência do nossocorponão pode existir na nossamente, mas é-lhe contrária. (E3P10) A mente esforça-se tantoquanto pode, porimaginar as coisasque aumentam ou facilitam a potência de agir do corpo. (E3P12)
Neste artigo, Bidney faz uma crítica à Metafísica de Spinoza e Alfred North Whitehead (1861-1947), concernente a um início a partir de uma experiência infinita, determinada e indeterminada, respectivamente, visando dar conta da origem da mudança e diferenciação dos diferentes Modos.
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BIDNEY, David. O Problema da Substância em Spinoza e Whitehead. Crítica: Revista de Filosofia, Londrina, v. 14, n. 4, p.51-76, Jan.-Mar., 1999. Trimestral. Tradução de Emanuel Angelo da Rocha Fragoso e Edval de Souza Barros.
Se uma coisa aumenta ou diminui, facilita ou reduz a potência de agir do nosso corpo, a idéia dessa mesma coisa aumenta ou diminui, facilita ou reduz a potência de pensar de nossa mente. (E3P11)
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BIDNEY, David. Discussão de Joachim sobre o Tractatus de Intellectus Emendatione de Spinoza. Crítica: Revista de Filosofia, Londrina, v. 18, n. 5, p.127-156, Jan.-Mar., 2000. Trimestral. Tradução e notas de Cleide Madalena Cordeiro de Camargo, Emanuel Angelo da Rocha Fragoso e Gisele Cilli da Costa.
A mente, quer enquanto tem idéias claras e distintas, quer enquanto tem idéias confusas, esforça-se por perseverar no seu ser por uma duração indefinida e tem consciência de seu esforço. (E3P9)
Este esforço, enquanto se refere apenas à mente, chama-se vontade; mas quando se refere ao mesmo tempo à mente e ao corpo, chama-se apetite. O apetite não é senão a própria essência do homem, de cuja natureza segue necessariamente o que serve para a sua conservação; e o homem é assim, determinado a fazer essas coisas. Além disso, entre o apetite e o desejo não há nenhuma diferença, a não ser que o desejo se aplica geralmente aos homens quando têm consciência do seu apetite e, por conseguinte, pode ser assim definido: o desejo é o apetite de que se tem consciência. É portanto, evidente, em virtude de todas estas coisas, que não nos esforçamos por fazer uma coisa que não queremos, não apetecemos nem desejamos qualquer coisa porque a consideramos boa; mas ao contrário, julgamos que uma coisa é boa porque nos esforçamos para ela, porque a queremos, a apetecemos e desejamos. (E3P9S)