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ARTIGOS SOBRE SPINOZA

Nesta seção incluiremos artigos publicados sobre nosso autor, Benedictus de Spinoza e dos autores relacionados com a discussão de temas spinozistas, visando disponibilizar aos nossos Visitantes um material bibliográfico disperso em várias publicações periódicas, que no mais das vezes, encontram-se esgotadas e/ou são de díficil acesso.


Início do item 

I. Tudo que existe, existe em si ou noutra coisa. (E1Ax1)
 


Nosso primeiro artigo, As definições de causa sui, substância e atributo na Ética de Benedictus de Spinoza, redigido por Emanuel Angelo da Rocha Fragoso, foi publicado na Revista UNOPAR Científica – Ciências Humanas e Educação. Londrina, v. 2, n. 1, p. 83-90, jun. 2001. ISSN: 1518-3580 

Resumo:

As definições como o fundamento da Ontologia de Benedictus de Spinoza. As definições fundamentais da Metafísica de Spinoza (terceira e quarta) e seu estatuto. A definição de substânciacomo causa de si mesmo (causa sui), existindo por si e por si sendo concebida. A definição de atributo como o que o intelecto percebe como constituindo a essência da substância.

Palavras-Chave: Benedictus de Spinoza. Ética. Causa sui. Substância. Atributos.


Fim do item
I. Por causa de si entendo aquilo cuja essência envolve a existência; ou, isto, aquilo cuja natureza não pode ser concebida senão como existente. (E1Def1)


Nosso segundo artigo, Considerações acerca da teoria dos Modos na Ética de Spinoza, também redigido por Emanuel Angelo da Rocha Fragoso, foi publicado na Revista Semina: Ciências Sociais e Humanas. Londrina, EDUEL, v. 22, p. 35-38, set. 2001. ISSN: 1676-5443

Resumo:

A dificuldade particular da teoria spinozista dos modos. A definição de modos conforme a definição V do livro I da Ética. A caracterização dos modos como dependentes ontológicos da substância e sem autonomia. A teoria dos modos como abrangendo todas as coisas que não podem existir nem serem concebidas sem Deus. A definição dos modos infinitos imediatos como resultantes necessários da natureza absoluta de Deus ou da natureza absoluta de qualquer atributo de Deus, sem o concurso de outras circunstâncias. A definição dos modos infinitos mediatos como resultantes de qualquer atributo de Deus, enquanto é afetado por um modo infinito imediato. A definição dos modos finitos como afecções dos atributos de Deus ou como as coisas singulares que percebemos no tempo e no espaço com existência empírica, finita e determinada. A definição dos corpos como sendo apenas as determinações particulares do atributo infinito extensão e os entendimentos finitos são apenas modos do atributo infinito pensamento
que não podem ser identificados com a substância absolutamente infinita ou Deus.

Palavras-chave: Benedictus de Spinoza. Substância. Atributos. Modos. Ética.


Fim do itemII. Diz-se que uma coisa é finita no seu gênero, que pode ser limitada por outra coisa da mesma natureza. Por exemplo: um corpo diz-se que é finito porque sempre podemos conceber outro que lhe seja maior. Da mesma maneira, um pensamento é limitado por outro pensamento. Porém, um corpo não é limitado por um pensamento, nem um pensamento por um corpo. (E1Def2)


Nosso próximo artigo é do Prof. Dr. Hélio Rebello Cardoso Jr, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, intitulado Espinosa e Nietzsche: elos onto-práticos para uma ética da imanência, publicado nos Anais [do] I Seminário de Filosofia Contemporânea: Nietzsche e o pensamento francês. Londrina, UEL, 2006. v.1. p.23-31.

Resumo:

Deleuze estabelece uma importante ligação entre dois pensadores que aparecem afastados na genealogia da história da filosofia. Tal proximidade explicita-se na rejeição que Espinosa e Nietzsche movem contra uma visão moral de mundo. O veio de nosso argumento é tratar dessa proximidade temática como fruto de apostas onto-práticas, de parte a parte. Com esse fito, em primeiro lugar, abordaremos o estatuto da imanência para ambos como solo da filosofia, baseado seja no conceito de Deus seja no conceito de vida. Em segundo lugar, veremos que tal aposta na imanência resulta em problemas filosóficos - o do paralelismo ontológico e o da vontade da potência - que acabam por conferir uma reabilitação do corpo, justamente como agente da imanência. Por fim, podemos observar que os elos onto-práticos da imanência resultam em uma ética da imanência, antídoto para toda visão moral.

Palavras-chave: Gilles Deleuze. Espinosa. Nietzsche. Onto-práticas. Imanência. 


Fim do item
III. Por substância entendo o que existe por si e por si é concebido, isto é, aquilo cujo conceito não tem necessidade do conceito de outra coisa, do qual deva ser formado. (E1Def3)


Nosso próximo artigo é da Profª Maria Luísa Ribeiro Ferreira, da Universidade de Lisboa, intitulado O terceiro discurso sobre o corpo: a presença de Espinosa em Ce qui nous fait penser, publicado originalmente In: HENRIQUES, Fernanda (Org.). A Filosofia de Paul Ricoeur. Coimbra: Ariadne, 2006. p. 289-306. 

Resumo:

A presença da Filosofia de Espinosa no pensamento de Paul Ricoeur, ainda que não diretamente abordado, evidencia-se quando este nos propõe uma ética para os nossos dias, ou ao valorizar a dimensão gratificante da ciência como partilha e discussão de conhecimentos; ou ainda, ao se interrogar sobre o eu, procurando entendê-lo na sua dupla vertente intelectual e corpórea, e, por fim, na semiótica das paixões ao tentar perceber o papel que desempenham na construção da identidade própria. Daí a pertinência deste trabalho, ao se debruçar sobre a relação entre Ricoeur e Espinosa, a partir de um texto que a evidencie – o diálogo estabelecido entre Ricoeur e Jean-Pierre Changeux em Ce qui nous fait penser.

Palavras-Chave: Espinosa. Paul Ricoeur. Jean-Pierre Changeux. Corpo.


Fim do item 

IV. Por atributo entendo o que o entendimento percebe da substância como constituindo a essência dela. (E1Def4)


Nosso próximo artigo é do professor Jefferson Alves de Aquino, da Universidade Vale do Acaraú - UVA, intitulado Considerações acerca do problema Moral em Espinosa e Nietzsche. Para citar ou incluir em referências bibliográficas, utilizar o modelo abaixo:

AQUINO, Jefferson Alves de. Considerações acerca do problema moral em Espinosa e Nietzsche. In: LINS, Daniel; COSTA, Sylvio de Sousa Gadelha; VERAS, Alexandre. Nietzsche e Deleuze: Intensidade e paixão. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2000. p. 179-190. Coleção Outros Diálogos.

Resumo:

A relação Espinosa-Nietzsche a partir do conceito de conservação conforme descrito pelos autores. O Conatus de Espinosa e a beatitude, correspondendo esta última em Nietzsche ao conceito de salvação, destituído de todo caráter transcendente ou elevado, reduzido simples e ironicamente a uma mera questão fisiológica.

Palavras-Chave: Espinosa. Nietzsche. Moral.


Fim do item
V. Por modo entendo as afecções (affectiones) da substância, ou por outra, o que existe em outra coisa, mediante a qual também é concebido. (E1Def5)

 


A seguir, republicamos a resenha intitulada Espinosa en Argentina: Últimas Publicaciones publicada originalmente no Boletín de bibliografía spinozista nº 9, no número 24 (ano de 2007) do Anales del Seminario de Historia de la Filosofía redigida pelo professor Jesús Blanco Echauri, da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha).


Fim do itemVI. Entendo por Deus o ser absolutamente infinito, isto é, uma substancia constituída por uma infinidade de atributos, cada um dos quais exprime uma essência eterna e infinita.

EXPLICAÇÃO - Digo absolutamente infinito, e não infinito no seu gênero; porque daquilo que é infinito somente no seu gênero, podemos negar uma infinidade de atributos; mas, quanto ao que é absolutamente infinito, tudo aquilo que exprime uma essência e não envolve negação alguma, pertence à sua essência. (E1Def6) 


Nosso próximo texto é o capítulo do livro Educação: Identidades e Contextos, intitulado Breve relato do conceito de alegria em Georges Snyders e Benedictus de Spinoza, de autoria do professor Emanuel Angelo da Rocha Fragoso. Para citar ou incluir em referências bibliográficas, utilizar o modelo abaixo:

FRAGOSO, Emanuel Angelo da Rocha. Breve relato do conceito de Alegria em Georges Snyders e Benedictus de Spinoza. In: OLIVEIRA, Diene E. M. B.; FRAGOSO, Emanuel Angelo da Rocha.; SALERNO, Soraia Chafic El Kfouri. (Org.). Educação: Identidades e Contexto. Londrina: Unopar, 2001, p. 15-20.

Resumo:

Georges Snyders e a escola como o lugar da alegria. A alegria como constituinte do jovem na escola. Busca da satisfação, da alegria em estar na escola. Esta satisfação é diferente da satisfação cotidiana. A alegria na escola é uma ruptura. Esta ruptura consiste numa verdadeira reestruturação da escola, sob novos paradigmas. A alegria, na concepção spinozista, é afirmada não só como constituinte do sujeito, mas também como fator determinante da evolução deste.

Palavras-Chave: Snyders. Alegria. Spinoza. Conatus.


Fim do itemVII. Diz-se coisa Livre (res libera) o que existe exclusivamente pela necessidade da sua natureza e por si só é determinado a agir; e dir-se-á necessário, ou mais propriamente, coagido, (coacta) o que é determinado por outra coisa a existir e a operar de certa e determinada maneira (ratione). (E1Def7) 


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I. Tudo que existe, existe em si ou noutra coisa. (E1Ax1)

II. O que não pode ser concebido por outra coisa deve ser concebido por si. (E1Ax2)

III. De uma dada causa determinada segue-se necessariamente um efeito; se não existe qualquer causa determinada, é impossível seguir-se um efeito. (E1Ax3)

IV. O conhecimento do efeito depende do conhecimento da causa, e o implica. (E1Ax4)


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